IV Curso de Formação em CSA – INSCRIÇÕES ABERTAS!!

IV Formacao CSA cartaz

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Veja informações sobre a festa de comemoração do 4o aniversário da CSA – Demétria – ocorrido no último dia 06 de junho

III Formacao CSA cartaz

No último dia 6 de junho foi comemorado com muita alegria o 4o aniversário da CSA-Demétria, em Botucatu-SP.
Foi um dia muito especial, com uma programação agradável que envolveu atividades na horta na qual todos os co-agricultores presentes foram convidados a ajudar na montagem do novo sistema de irrigação da horta (gotejamento). Capitaneados pelo Marcelo Veríssimo (agricultor) todos puseram a mão na massa, inclusive as crianças, ajudando a esticar as mangueiras, deixando-as bem alinhadas sobre os canteiros.
Depois tivemos um saboroso e nutritivo almoço comunitário preparado por cada participante e colocado em comum para que todos pudessem saborear. E é claro que havia uma deliciosa salada com vegetais fresquinhos colhidos diretamente na horta momentos antes.
Logo após o almoço, fizemos uma roda de conversa com todos os presentes, na qual o Hermann Pohlmann juntamente com o Carlos Lira e Marcelo Veríssimo relembraram os primeiros momentos da fundação da CSA-Demétria: os primeiros pensamentos, as primeiras reuniões de divulgação da ideia, a definição das cotas (variedades e valor das contribuições dos cotistas), as primeiras entregas, as primeiras dificuldades e alegrias!
Momento de nostalgia!!!
Marcelo Veríssimo falou sobre o início, sobre as dificuldades e conquistas desses 4 anos. Lembrou do momento em que resolveu comunicar, no final do primeiro ano de funcionamento, que não iria mais participar da CSA-Demétria como agricultor. E contou como foi convencido a continuar…
Foi relembrado pelos presentes também a abertura do primeiro depósito fora da Demétria, vinculado a este CSA: foi em São Paulo, na Granja Julieta, próximo da feira biodinâmica na qual o Marcelo participa como feirante até os dias de hoje. Esse depósito ainda funciona, tendo como anfitrião o Adolfo que com dedicação continua indo até a feira semanalmente pegar os produtos dos cotistas que participam do depósito por lá e levando até sua casa, local onde os cotistas retiram seus respectivos produtos.
Depois foi lembrado também sobre os demais depósitos que surgiram: em Bauru, Ourinhos, Timbó, Cynthia, Giramundo, na Loja do Marcelo e mais recentemente os depósitos de São Paulo (Pinheiros, Itaim (Fidalga) e Vila Mariana (VP)).
Com tudo isso, hoje somos cerca de 400 famílias na CSA Demétria, com mais de 500 cotas sendo entregues semanalmente. Isso faz com que os alimentos cultivados na horta cheguem a cerca de 1200 pessoas nas cidades nas quais estão os depósitos citados.
Cláudia Vivacqua também trouxe a lembrança sobre a importância da CSA-Demétria para o impulso da CSA no Brasil, pois é a partir dessa experiência vivenciada na CSA Demétria que o Curso de Formação em CSA foi estruturado e hoje é uma realidade!
Enfim, muita vida a celebrar e muita gratidão nesse aniversário!
Continuemos sendo estes artesãos e esculpindo essa escultura social em constante transformação!
Parabéns a todos que apoiam, participam e acima de tudo DESFRUTAM dessa Comunidade que Sustenta a Agricultura na Demétria!

Informações sobre o Encontro CSA Brasil e II Encontro Pedagogia e Agricultura

II ENCONTRO DE PEDAGOGIA E AGRICULTURA
Por Carlos Lira

Do dia 27 de fevereiro ao dia 01 de março de 2015, foi realizado com 130 participantes pelo CSA Brasil em parceria com a Escola Waldorf Aitiara em Botucatu, o II Encontro de Pedagogia e Agricultura, com o tema: “O quê precisam nossas crianças e jovens com urgência para a vida no séc. XXI?

O encontro foi norteado pela abordagem da “Pedagogia do fazer” (que tem seu embasamento na Pedagogia Waldorf), trazida por meio de atividades de campo, e palestras sobre antropologia e pedagogia proferidas pelo Professor Peter Guttenhöfer. Também tivemos palestras sobre os temas: “Salutogênese” com Michel Blaich, e “Formação de Comunidades” com Ute Craemer.

No dia 27 de fevereiro, toda a escola foi ao campo com as 400 alunos, pais e professores! Foram diversas atividades, desde colheitas de cenouras e beterrabas, atividades de padaria, até o plantio de alfaces e outras culturas em hortas locais. O intuito foi conectar a atividade pedagógica a uma atividade prática, real e com sentido, por meio da agricultura.

E o que acontece dentro de uma atividade como esta? Nós não ensinamos mais os alunos a contar, nós contamos com os alunos: uma cenoura, duas cenouras…! Nós não ensinamos mais os alunos a calcular, nós calculamos com os alunos!: Quantas sementes é preciso plantar para cobrir determinada área, levando em consideração que certa porcentagem não germinará? E plantá-las, e ver se isto é verdade! Tambem aprendemos, principalmente que nós professores podemos aprender como realmente se colhe uma cenoura. Assim podemos verdadeiramente ajudar o agricultor.

“A escola atual é um ambiente incompleto em relação ao que as criança precisam, sem animais, sem plantas. Tudo limpo, o mais limpo possível. Um ambiente como este, não é adequado para o desenvolvimento da criança, para o desenvolvimento integral das forças da criança. Para isto precisamos ter presentes no ambiente, no entorno, todos os reinos da natureza: animal, vegetal e mineral. “O homem tem o direito de desenvolver todas as suas capacidades” (direitos humanos).

Fala-se hoje de diferentes tipos de inteligência. Existe uma inteligência cognitiva, mas existe também uma inteligência musical, uma emocional e uma inteligência social. Já se fala disto há 40 anos. Uma pessoa pode ser muito esperta, e ao mesmo tempo muito boba. Existe também uma inteligência artística, e muitas outras. Mas a escola atual ( a instituição “escola”) só desenvolve um tipo de inteligência, a cognitiva. Todas as outras inteligências são tratadas de forma secundária, e o entorno da escola oferece pouca possibilidade ao desenvolvimento das outras inteligências. Damos então “notas”, e isto significa que alguns são melhores ou piores que os outros. E assim nós não desenvolvemos a inteligência social da criança, mas sim a anti-social.” (Peter Guttenhöfer)

Segundo este professor, o fato de termos em uma só sala 30 crianças da mesma idade, é uma situação muito artificial. Onde mais encontramos uma situação assim, se não na escola? Seria frutífero se as crianças mais jovens pudessem trabalhar conjuntamente com as mais velhas. E na agricultura por exemplo, existem muitas possibilidades para este trabalho conjunto entre menores e maiores. Para isso as atividades no campo deveriam estar preparadas à partir de um ponto de vista pedagógico pelos adultos. Aqui nao se trata só de se olhar as atividades de um ponto de vista prático e econômico. Os mais jovens poderiam aprender com os mais velhos, mas também os mais velhos poderiam mostrar algo para os mais jovens e ao mesmos tempo através deles aprender por exemplo: paciência, atenção, consideração e outras virtudes humanas. O professor e o agricultor trabalhariam no campo junto com os alunos. Não se trata mais de simplesmente dizer o que os alunos tem que fazer, eles tem que trabalhar junto com as crianças.  Seria também interessante organizar o dia de forma que os alunos possam realizar atividades artísticas.

Nos fizemos também uma tentativa de lançar um novo olhar sobre o conceito “social” ampliando esta visão até os reinos da natureza.  Pois por causa do abandono de décadas da Terra e da Natureza, nos encontramos com as dificuldades ecológicas e socais atuais. Nos séculos passados estivemos envolvidos com conflitos como: pobreza – riqueza; proprietário – sem terra; estudados – sem estudos; livres – não livres; ect. e com isso nos esquecemos das antigas sabedorias que a terra falava para nos. Nos não escutamos mais, e por isso nos ferimos a terra. Fazem uns 60 anos que nós começamos a ouvi-la: os reinos da natureza falam cada vez mais claro suas aflições para nos. E assim nos compreendemos lentamente que o nosso desenvolvimento enquanto seres humanos terrenos não pode ser separado do desenvolvimento de todos os outros seres sobre esta terra. Que é chegado o tempo de esticarmos nossas mãos para os outros: seres humanos, animais, plantas e toda a natureza. O conceito ampliado de social não esta mais focado só na relação entre os seres humanos, mais abarca todos os reinos da terra.

E desta forma poderemos falar sobre uma verdadeira educação e desenvolvimento. Nos queremos aprender a desenvolver uma pedagogia que não tire da criança a verdadeira compleitude da terra. E assim nós nos tornaremos conscientes que o nosso meio ambiente e nosso entorno, são o mundo inteiro.

Mais detalhes, veja no link a seguir com material, fotos e registros para acesso de todos
https://www.dropbox.com/sh/kc4foncq9pzy6d2/AADI1FXDZSpS7ZteJ_EpzLx6a?dl=0

 

10 motivos para você repensar sua relação de consumo de alimentos

CSA Brasil – Relação mútua de produção e consumo de alimentos biodinâmicos

  1. Produção orgânica/ Alimentos frescos: garantia de um alimento saudável, limpo, produzido por gente comprometida e profissional; contrate o recebimento semanal de verduras e frutas recém-colhidas, onde você define quantidade e variedade de produtos, garantindo frescor e vitalidade para sua família;
  2. Fazer parte: a cada ano você renova seu compromisso como co-responsável pela produção de alimentos da sua família, podendo fazer parte da produção, ajudando a tomar decisões, participando ativamente da troca de informações seja em reuniões presenciais e virtuais.
  3. Preço justo: a maior parte do ano, a produção chegará aos associados cotistas a custo menor que os seus equivalentes orgânicos no mercado, alinhando bom investimento da família e apoio ao produtor local, porém com o justo e necessário compartilhamento de riscos.
  4. Hábitos alimentares: a oferta de novos produtos e receitas de preparação renovarão o seu cardápio com cores, sabores, formas diferentes do cardápio convencional.
  5. Educação na prática: abra as possibilidades de conhecimento da natureza e do alimento para suas crianças, abrindo caminho para o aprendizado na prática – o mundo da Fazenda no dia-a-dia das crianças.
  6. Cidadania: seja um agente de mudança contribuindo solidariamente com a agricultura orgânica, permitindo que o produtor rural permaneça em sua área de produção, assegurando áreas verdes próximas da cidade (expansão imobiliária), trazendo uma maior segurança financeira ao produtor, que finalmente pode se dedicar integralmente aquilo que mais sabe fazer: produzir.
  7. Da terra ao prato: o produtor sabe para onde vai e quem consome a sua produção, gerando um sentimento de responsabilidade pela saúde dos seus consumidores e fidelidade mútua. O chamado circuito curto de distribuição de alimentos orgânicos assegura a quase eliminação de desperdício, diminuição do emprego de energia desde a colheita até o consumo.
  8. Economia associativa: embarque em uma nova economia, baseada em responsabilidade social e ambiental, compartilhamento de riscos, trabalho e planejamento em grupo, saindo da relação convencional de perde-ganha e ingressando na relação do ganha-ganha.
  9. Estudo e pesquisa: o sistema de EcoShare permite amplo acesso à participação de estagiários e pesquisadores no sistema produtivo e de comercialização.
  10. Celebração: oportunidade de resgate dos eventos cíclicos, participação direta nos ritmos de um sitio orgânico, festividades, colheita, solstícios resgatando o espírito e conhecimentos típicos de comunidades rurais.